Opções: Aprenda fácil o básico

Opções, do mais simples ao mais complexo: é aqui que você começa a aprender a como lucrar com elas

Opções... ah, o mercado de opções! Parece até uma ideia mística da bolsa de valores.

Alguns temem as opções como se fossem o diabo encarnado.

Outros acreditam que opções podem fazê-los ricos da noite para o dia, como que por milagre.

As duas crenças até têm razão de ser. Mas ficar preso a elas é como se agarrar a dois extremos de algo que pode ser muito mais benéfico que prejudicial se bem usado.

Claro, opções trazem uma camada a mais de complexidade ao jogo da bolsa, mas também não é assim um bicho de sete cabeças.

Opções, por isso, serão explicadas aqui de modo simples e introdutório, para que você entenda como elas realmente funcionam e para que seus conceitos comecem a entrar na sua cabeça para que, no futuro, você possa fazer operações seguras com elas, sem colocar seu dinheiro em risco.

• Conheça um método surpreendente para operar opções na Bolsa de Valores. Conheça o Raio X Preditivo


O QUE SÃO OPÇÕES?

Opções são derivativos. Têm esse nome porque “derivam” de ativos subjacentes.

Ih, já complicou. Calma. É simples e você já vai entender.

Primeiro vamos a uma definição um pouco mais técnica e, depois, vou desenrolar pra você.

Por exemplo, na Wikipedia temos que:

“Uma opção confere, ao titular, o direito (e não obrigação) de comprar ou vender um determinado ativo (ação, título ou bem qualquer) por um valor determinado, enquanto o lançador é obrigado a concluir a transação de compra ou venda.”

E eu completo: em determinada data, a data de vencimento.

Desenrolando as opções

Digamos que eu queira comprar um imóvel que hoje custa R$ 200 mil. Eu só tenho R$ 150 mil e só no mês que vem eu terei o valor total.

Mas se, até lá, o mercado imobiliário disparar?

Nesse caso eu compro uma opção de compra (como se fosse um sinal) com target em R$ 200 mil ou qualquer coisa próximo disso.

Pra que, mesmo que o imóvel custe, a mercado, R$ 1 milhão (exagerando, aqui), eu pague apenas R$ 200 mil.

Imagine agora que, por qualquer motivo, os imóveis daquela região passaram a valer R$ 1 milhão.

Você está com uma opção de compra que lhe dá o direito de comprar o imóvel por R$ 200 mil. Você vai exercer esse direito? Sem dúvida que sim! Vai até ficar triste de não ter comprado mais opções de compra.

Digamos que prefira até mesmo vender a um terceiro essa opção de compra! Certamente ela vale muito. Possivelmente, algo próximo de R$ 800 mil, que é a diferença entre o que se pagará pelo imóvel, uma vez de posse desse papel, e o seu valor real.

Agora, pense na situação contrária. Os imóveis da região desvalorizaram e agora valem R$ 100 mil. Vamos exercer o direito de pagar R$ 200 mil? Por certo que não. Chegada a data de exercício da opção quanto vale esse papel que lhe dá a opção de compra por R$ 200 mil? Nada.

Pronto. Se entendeu isso, entendeu o funcionamento de opções de compra na bolsa. Mas, em vez de imóveis, coloque ações no lugar.

Opções de venda são a mesma coisa (mas ao contrário)

Por exemplo, se eu quero vender meu carro por determinado preço, eu compro opções de venda.

Assim, um lançador me vende uma opção de venda, por um certo e pequeno valor que ele recebe, valor que chamaremos de “prêmio”.

Com ele, posso vender meu carro por R$ 50 mil a determinado momento.

Tão logo eu compre a opção de venda, o lançador da opção se compromete a pagar R$ 50 mil (mas só se eu quiser exercer esse direito).

Se o valor do carro subir, será que eu vou querer exercer? De jeito nenhum. Lembre-se o direito é meu. Não de quem emitiu. Quem emitiu tem sim o dever de cumprir o acordo caso eu queira.

Agora, meu carro sofreu com um acidente e, basicamente, não vale mais nada.

Opa, vou exercer minha opção de venda. O cara vai ter que comprar meu carro, que não vale mais nada, por R$ 50 mil.

Se você disser que isso não existe, então nunca ouviu falar de seguros de veículos.

Na bolsa é a mesma coisa. Digamos que eu tenha 10 mil ações da Vale. Se, por ventura eu quiser proteger meu patrimônio caso o preço das ações caia muito, eu compro opções de venda.

Se o preço cair, o emissor das opções terá a obrigação de comprá-las pelo preço de exercício, pagando muito mais caro do que elas valem hoje.

Como funciona o mercado de opções?

Vejamos o que nos diz o site da B3:

“Os contratos de opções sobre ações são instrumentos derivativos criados para mitigar riscos de oscilação de preço, de modo a oferecer um mecanismo de proteção ao mercado contra possíveis perdas, além de servir para criar estratégias especulativas em relação a trajetória de preço e a ampliação a exposição e do potencial de retorno de um investidor, já que o capital inicialmente investido para comprar uma opção é relativamente pequeno.”

Então, que fique claro: o objetivo primeiro das opções é ser um instrumento de proteção.

• Se eu tenho ações e quero me proteger de uma queda muito acentuada, compro opções de venda.

• Se eu quero comprar ações no futuro e quero me proteger de uma possível alta, compro opções de compra .

Existem outras formas de se investir em opções, no entanto. Umas com mais e outras com menos risco:

• Lançamento descoberto de opções: qualquer investidor pode lançar opções. Eu vendo as opções e recebo o prêmio. Mas, cuidado. Se eu lançar opções, me comprometo a cumprir os meus deveres caso elas sejam exercidas. Quer dizer, lancei opções de compra, embolsei um dinheirinho, mas se as ações subirem muito, no dia do exercício terei que comprá-las caras e vendê-las baratas a quem comprou as opções. Um belo prejuízo e certamente o prêmio de lançamento que recebi não terá valido a pena. Se lancei opções de venda, caso as ações objeto caiam de valor, terei de pagar um preço caro por ações que, agora estão baratas.

• Lançamento coberto de opções: No entanto, esse risco exacerbado desaparece se eu já tenho as ações correspondentes. Se eu as tenho, minha única perda é a de oportunidade por ter de vender barato por um valor bem inferior ao de mercado. Mas financeiramente, inclusive, tive um pequeno lucro do prêmio das opções que vendi. Por isso, esse recurso é muito usado por investidores que querem remunerar suas carteiras.

• Compra de opções: as opções são muito baratas, porém à medida que se aproxima o dia de exercício, caso não se confirme a possibilidade de exercício, elas vão valendo cada vez menos até que viram pó, zero, nada. Ou seja, qualquer dinheiro colocado em opções está completamente em risco. Elas ficam atraentes na medida em que podem ser compradas a centavos e podem multiplicar seu valor centenas ou até milhares de vezes. Digamos que eu compre 100.000 opções de compra de ações da Vale a R$ 0,01 cada (paguei um prêmio de R$ 1.000, com preço de exercício a R$ 70, quando as ações estão custando R$ 50 a 20 dias do exercício, poucas chances de eu poder exercer, não é? Faltando três dias, por qualquer razão as ações passam a valer R$ 73, praticamente um milagre, mas pode acontecer, tudo é possível. Cada opção, então passa a valer algo próximo de R$ 3 (a diferença entre o valor de mercado e o de exercício). Então, cada opção em que paguei R$ 0,01 agora vale R$ 3. Coloquei R$ 1.000 na jogada e saí com R$ 300 mil. Nada mal. Porém, se, no dia do exercício as ações da Vale estiverem em R$ 69,99, essas opções valem R$ 0 (zero).

Como funcionam as opções na prática

Todas as ações podem ter opções correspondentes embora nem todas tenham liquidez suficiente para serem negociadas adequadamente.

Uma opção tem:

• Uma ação objeto: por exemplo as ações da Vale (VALE3) ou da Petrobras (PETR4)

• Sua característica de ser de venda ou de compra.

• Um valor de exercício, também conhecido como strike: por exemplo, o direito de vender a ação a R$ 40 ou o de comprar a R$ 41,50.

• Uma data de exercício, data depois da qual o direito é exercido ou, se não for exercido, a opção simplesmente deixa de existir. Na B3, a data sempre é a terceira segunda-feira do mês de vencimento (cada opção pode ter um mês diferente de vencimento, que pode ser lido em seu código). Caso não haja sessão de negociação na data, o vencimento ocorrerá na data com sessão de negociação imediatamente posterior.

As opções podem ser lançadas de acordo com séries autorizadas e que são divulgadas pela B3, nessa página: http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/servicos-de-dados/market-data/consultas/mercado-a-vista/opcoes/series-autorizadas/ 

Códigos de negociação das opções

Se você já está enveredando pelo mundo das opções, tenho certeza de que já conhece os códigos de negociação das ações: XXXXN, onde XXXX é o código alfabético da ação (exemplo: Petrobras é PETR) e N é o número, que identifica o tipo de ação que é aquela, se é ordinária ou preferencial e outras características.

As opções terão uma letra a mais, cinco letras, portanto.

A quinta letra vai nos informar se estamos falando de uma opção de compra ou de venda e também o mês de vencimento (a data do mês já sabemos: sempre a terceira segunda-feira do mês ou o dia útil seguinte).

Os dois numerais a seguir são o strike, o preço de exercício.

Então temos algo como: XXXXYNN

XXXX: identifica a ação, por exemplo, PETR

Y: o mês de vencimento.

Para opções de compra a partir do A (A é janeiro, B é fevereiro, C é março, passando por D, E, F, G, H, I, J, K e L).

Para opções de venda, a partir do M (M é janeiro, N é fevereiro, incluindo os meses seguintes, passando por O, P, Q, R, S, T, U, V, W e X)

N: é o strike, o preço garantido pela opção. 23, por exemplo.

Atenção, nem sempre o número do strike presente no código corresponde ao valor de exercício. Sempre confira nas tabelas do site da B3.

Quem deve investir em opções?

Ora, qualquer um PODE investir em opções. Se qualquer um DEVE é outra história.

Para investir em opções, precisamos ter entendido todas as sutilezas desse instrumento desse derivativo.

E, não se engane, é algo bem mais complexo do que este simples artigo que estou escrevendo aqui. Nem estou entrando num assunto como “as gregas”, que você deverá conhecer se começar a estudar o tema com um pouco mais de afinco.

De um modo geral, existem coisas simples e com risco reduzido que podemos fazer com opções:

• Lançamento coberto de opções: lançar opções de compra de ações que já se possui. O pior que pode acontecer é as ações que você tem subirem muito de preço e você ter que vendê-las por um preço barato em relação ao do mercado. Porém, financeiramente, você não perdeu nada. Inclusive remunerou seu patrimônio ao embolsar o prêmio da venda das opções de compra.

• Compra de opções a seco, mas dentro de um patamar de risco que você está disposto a aceitar: muita gente compra os “pozinhos”, opções que, por estarem distante de seu preço de strike, custam centavos. Como o exemplo que dei acima: o sujeito pagou R$ 1 mil em 100 mil opções e, de R$ 0,01, elas passaram a valer R$ 3, multiplicando o valor investido por 300. Porém, aí, já estamos entrando no terreno da “fezinha”, e transformando a coisa toda em loteria. Não estou certo de que isso valha a pena.

• Operações estruturadas: essas operações são mais complexas, mas, através delas, com combinações de ações, opções de compra e de venda, simultaneamente reduzimos os riscos e conseguimos limitar perdas e ganhos e até mesmo alavancar lucros a partir de um certo custo operacional. Vamos ver alguns deles mais abaixo.

Opções americanas e europeias, entenda a diferença!

Existem dois tipos de opções que são negociadas na bolsa de valores brasileira:

• Americana: pode ser exercida a qualquer momento a partir de sua aquisição .

• Europeia: pode ser exercida apenas no dia do vencimento .

Embora a opção do tipo americano possa ser exercido a qualquer momento, tanto as opções de compra quanto as opções de venda, são incomuns as ocasiões em que é matematicamente vantajoso fazer isso.

Então, na prática, o funcionamento das duas é bastante similar no que diz respeito às opções de compra (call), enquanto as puts (opções de venda) terão um comportamento um pouco diferente quando se trata de ativos objeto que pagam ou não pagam dividendos.

Opção de Compra (call) e Opção de Venda (put): Entenda a diferença

A diferença entre as opções de compra, também chamadas de call, e as opções de venda, também chamadas de puts, é bem simples e, se você leu o início da explicação com atenção talvez já tenha entendido.

Opções de compra: quem compra opções de compra têm o direito de comprar ações a certo preço. Quem vende opções de compra tem o dever de vender ações a este preço caso ele seja exercido .

• Opções de venda: quem compra opções de venda tem o direito de vender ações a certo preço. Quem vende opções de venda tem o dever de comprar ações a este preço caso ele seja exercido .

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ESTRATÉGIAS PARA OPERAR OPÇÕES

Antes de explicar estratégias estruturadas com opções, cabe aqui desenrolar alguns termos muito usados no vocabulário dessas estratégias.

Cabe a ressalva que estamos em um campo mais avançado já das operações com opções e que traçar cenários para a escolha desta ou daquela opção, de compra ou de venda, com que strike e em que momento da cotação de um ativo e quanto tempo antes do vencimento das opções é praticamente uma arte que alguns poucos dominam com maestria.

Então, vá com calma. Afinal, explicações de dois parágrafos seriam completamente insuficientes para abarcar toda a complexidade da coisa.

Primeiro as definições dos termos:

• Opções dentro do dinheiro ou In the Money (ITM): se for uma opção de compra, é uma opção cujo valor de exercício está abaixo do valor do mercado, isto é, poderia ser exercida. Uma opção de venda ITM é, ao contrário, a que está em preço de exercício acima do de mercado (claro que vale a pena exercer o direito de vender por um preço mais caro que o de mercado)

• Opções fora do dinheiro ou Out of the Money (OTM): se for uma opção de compra, é a que está acima do valor de mercado (se fosse hoje o vencimento, ela não teria valor, pois não vale a pena exercer um direito de comprar uma ação mais caro do que ela vale a mercado). Uma opção de venda OTM é, ao contrário, a que está abaixo do valor de mercado (porque diabos eu exerceria o direito de vender uma ação mais barato do que ela vale?)

• Opções no dinheiro ou At the Money (ATM): são opções cujo valor de exercício é igual ou, mais comumente, muito próximo do valor de mercado.

Straddle

No Straddle, não precisamos comprar as ações correspondentes às opções que serão usadas na estratégia. Mas devemos seguir a receita com cuidado:

Esperamos, quando montamos um Straddle, uma grande diferença entre os preços do ativo-objeto (a ação em questão) do momento de montagem da operação até o dia do vencimento.

Consiste na compra de opções de compra em igual número das opções de venda em um mesmo preço de exercício.

É o famoso “acender uma vela pro santo e outra pro capeta”.

Quanto mais longe o preço for em relação a este preço, melhor.

O maior prejuízo que teremos em um Straddle é o preço de montagem da operação. A medida que o preço se distancia do preço de strike escolhido, para qualquer lado, esse custo vai se pagando até que, finalmente, começa a entrar no lucro.

Trava de Baixa

Podemos fazer travas de baixa tanto com opções de venda como com opções de compra. Darei aqui a metodologia para montagem da trava com opções de compra:

• Estamos apostando que o ativo objeto vai cair de preço .

• Vendemos um certo número de opções de compra com um preço de exercício que julgamos estará acima do preço de mercado .

• Compramos o mesmo número de opções de compra com um preço de exercício que estará acima do strike das primeiras que vendemos .

• O lucro máximo da operação é a diferença entre o preço da compra e da venda das duas opções .

• Se a ação ficar abaixo do strike das duas opções, todas viram pó e o lucro é o máximo .

• Se a ação ficar acima do strike das duas opções, o prejuízo é a diferença entre os dois strikes menos o valor recebido na montagem da posição .

• Se ficar entre os dois strikes o resultado é intermediário .

Também podemos montar travas de alta, mas aí precisamos inverter esse raciocínio. Isto é, vender opções abaixo do preço que acreditamos e comprar opções ainda mais abaixo.

Importante ficar de olho na diferença entre os dois strikes, porque, se a operação der errado esse valor menos o prêmio que recebemos na montagem da operação será obrigatoriamente nosso prejuízo máximo.

Repetindo: já na montagem já sabemos de quanto será o nosso lucro máximo. O ideal, portanto, é que todas as opções virem pó.

Borboleta

A borboleta é uma estratégia com opções que espera a estabilidade da bolsa de valores, um mercado lateralizado. Não há como apostar na queda ou na baixa. O trader ganha se o preço se mantiver entre uma faixa de preços e quanto mais no meio melhor.

Se o preço subir acima da faixa ou cair abaixo dela, ele também perde, mas o valor da perda é sempre conhecido nessa estratégia de opções.

A borboleta de opções consiste:

• Na venda (lançamento) de um número de opções de compra no valor de mercado, onde se espera que a ação esteja na data do vencimento (portanto “no dinheiro” ou ATM .

• Compra de metade do número de opções vendidas em um strike abaixo (dentro do dinheiro) .

• Compra de metade do número de opções em um strike acima (fora do dinheiro).

• É muito importante que a “distância” os dois lados da operação sejam similares.

Venda descoberta

A venda descoberta, por vezes, pode parecer tentadora. Vendemos opções e imediatamente o dinheiro está na nossa conta, como se tivéssemos feito dinheiro do nada.

Mas vou dar um exemplo bem exagerado aqui para você ter uma ideia do risco que é fazer isso.

Olhamos a cotação de uma opção de compra com strike a R$ 45 e ela vale R$ 1. Lançamos 10 mil opções e embolsamos R$ 10 mil de prêmio (desconsiderando taxa de corretagem e outras taxas). Parece bom negócio, porque as ações objeto estão a mercado cotadas a R$ 39 e, parece, não vão chegar a mais que isso. Não serão exercidas. Mas por uma tragédia do destino, a empresa tem alguma excelente notícia e sua cotação vai para R$ 60 bem no dia do exercício!

Resultado... teremos que comprar 10 mil ações a R$ 60 e vendê-las a R$ 45. Prejuízo de R$ 15 mil menos os R$ 10 mil que recebemos no início. No cômputo geral, é um prejuízo de R$ 5 mil.

Borboleta de Ferro

A borboleta de ferro, como a borboleta também se destina a mercados lateralizados.

No entanto, a montagem difere um pouco e é ligeiramente mais complexa.

A receita de montagem é assim:

• Comprar uma parte de opções de venda fora do dinheiro .

• Vender uma parte de opções de venda no dinheiro .

• Vender uma parte de opções de compra no dinheiro .

• Comprar uma parte de opções de compra fora do dinheiro .

Outras operações estruturadas com opções

Existem outras operações estruturadas com opções. Dezenas delas. Mesmo que você não as faça, vale a pena estudá-las como forma de aguçar seu raciocínio financeiro.

Mesmo aqui não detalhamos as acima como elas merecem.

No futuro, vamos fazer artigos só sobre essas operações estruturadas com opções com exemplos práticos e os raciocínios por trás delas detalhadamente. Não o faremos aqui para que este artigo, que é introdutório ao mundo das opções não fique muito longo.

• Conheça um método surpreendente para operar opções na Bolsa de Valores. Conheça o Raio X Preditivo


CUSTOS E TAXAS DE INVESTIR EM OPÇÕES

Taxa de corretagem: é o custo para executar ordens de compra e ordens de venda para opções de compra e venda e varia de corretora para corretora .

• Taxas da bolsa: taxas como as de registro e liquidação .

• ISS: Imposto Sobre Serviço que incide em forma de alíquota sobre a taxa de corretagem .

• Imposto de renda: para day trade (operações que começam e terminam no mesmo dia) incidência de 20% sobre o lucro; para outras operações, 15% sobre o lucro.


SÃO OS RISCOS DE INVESTIR EM OPÇÕES

O maior risco das opções certamente envolve a venda descoberta de opções de compra. Isto é, vender opções de compra sem ter as ações objeto, sobretudo se houver uma alta inesperada e forte. Os prejuízos podem ser enormes.

Outro risco é a compra de opções, de compra, por exemplo, e o preço não ultrapassar o strike. Porém, nesse caso, o maior risco é o preço que se pagou pelas opções inicialmente. Elas viram pó e só isso.

Claro, sempre vai ter aquele sujeito que, iniciante, compra opções achando que são ações e um dia elas desapareceram de sua carteira. Sei de histórias de clientes de corretoras que chegaram a tentar a acionar o Procon, achando que foram enganados. Eles só estavam brincando com fósforos sem saber que eles faziam fogo.

Opções, se forem usadas como proteção, como forma de remunerar uma carteira de ações (lançamento coberto) e outras operações estruturadas bem montadas apresentam apenas riscos calculados e, desde que esses riscos sejam de um tamanho adequado à carteira do investidor, fica tudo certo, mesmo em caso de prejuízo.

• Conheça um método surpreendente para operar opções na Bolsa de Valores. Conheça o Raio X Preditivo


COMO A METODOLOGIA DO RAIO X PREDITIVO PODE LHE AJUDAR NA HORA DE OPERAR OPÇÕES

O Raio X Preditivo é uma metodologia que sistematiza a Nova Análise Técnica através de conceitos e ferramentas.

Os conceitos se concentram na interpretação do volume e sua forte influência sobre o preço, como a causa de seus movimentos.

As ferramentas, os indicadores Sato’s, colocam os conceitos para funcionar na prática diretamente sobre o gráfico.

Para a Nova Análise Técnica, o volume é a causa dos movimentos de preço. Entendendo, lendo e interpretando a causa nos adiantamos aos efeitos. Dessa forma, o potencial de operações com ações ou mesmo com opções é substancialmente aumentado.

Ainda vemos muitas metodologias e cursos no mercado brasileiro insistindo na leitura do preço, de seus padrões e de indicadores baseados em preço. No entanto, o preço, por nós, é considerado mero efeito do volume e, portanto, costuma dar sinais atrasados ou mesmo equivocados.

Como a maior parte do volume da bolsa de valores é de responsabilidade dos investidores institucionais, também dizemos que o Raio X Preditivo é o estudo da atuação desses big players.

Dessa forma, o investidor e o trader de varejo conseguem colocar a atuação desses participantes que têm o poder de movimentar o preço como seus aliados em suas operações.

A ideia é encontrar zonas saudáveis de negociação, em que o risco é mínimo e o potencial de ganho é muito superior em relação a esse risco.


VALE A PENA INVESTIR EM OPÇÕES?

Opções certamente valem a pena. Apenas devemos observar os seguintes aspectos:

• Definitivamente não são um “investimento” propriamente. Elas podem ser usadas como estratégia de proteção ou através de estratégias estruturadas

• Uma forma válida de investir em opções é definir o tamanho do risco que podemos correr e comprá-las a seco. O risco é o valor pago por elas. Se a previsão de queda ou alta se concretizar o potencial de ganhos é enorme

• É preciso conhecer com clareza o mínimo de opções. Vencimento, strike, o que é opção no dinheiro, fora do dinheiro, dentro do dinheiro e, mais adiante, as gregas e os fatores que fazem o preço de uma opção variar ao longo do tempo até o seu vencimento

CONCLUSÃO

Opções não são nenhum bicho de sete cabeça, mas também não são um instrumento que deva ser usado sem o mínimo de responsabilidade.

Risco todos os papéis da bolsa têm.

Fundamental, quando tratamos de opções é conhecer o seu funcionamento, muito mais complexo do que ações, propriamente.

Além disso, uma qualidade a mais para fazer qualquer operação na bolsa é uma metodologia que considere o volume e a atuação dos players institucionais, aumentando as chances de acerto. Nossa recomendação é o Raio X Preditivo.

Escrito por Luiz Sato

Segundo Sato sua missão é transmitir conhecimento avançado aos traders brasileiros para aplicarem as metodologias e as ferramentas disponibilizadas ao seus alunos aumentando as probabilidades de ganhos nos mercados que são altamente competitivos e dominados principalmente pelos HFT´s (Robôs de alta frequência).

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Comentários

Caio Nascimento21/06/2020

Show Satinho ! Tmj !!!! Acha que rola um artigo sobre commodities futuros ?

Diego Perim Peixoto22/06/2020

Sato tenho muita vontade aprender mais sobre opções. O Raio X são os únicos educadores que eu confio, então estou ansioso por mais conteúdo sobre opções, vocês podiam colocar algum conteúdo semanal no Youtube sobre opções.

Osvaldo02/07/2020

No aguardo do curso de opções do RAIO-X!!! Bora pro GAIN!

Rafael Gonçalves de Oliveira15/07/2020

Muito bom Sato! Aguardo conteúdo sobre opções no canal ou até mesmo no curso... Será de grande valia como sempre.

Cleiton Silva22/07/2020

impressionante as portas que o mercado tem para fazer dinheiro, show Sato.

Igor Fernando13/08/2020

Show Satinho! Excelente. Desde que conheci o Raio X Preditivo, não consigo olhar o mercado como antes. Na verdade, não temos certeza de nada, porém, com os indicadores preditivos, temos uma alta probabilidade de acertos. Obrigado por mudar a minha visão e dar a oportunidade de tirar dinheiro de verdade da bolsa!

Wilian09/09/2020

Sato, MESTRE DOS TRADERS NO BRASIL!!! OBRIGADO por sempre compartilhar seu GRANDE conhecimento com todos nós através do Raiox Preditivo onde todo esse trabalho é UMA VERDADEIRA OBRA SOCIAL!!! TMJ e um forte abraço.

Gustavo Dias14/09/2021

Não vejo a hora das novidades (plataforma) chegar para entender isso na prática com o Sato.

ezio gabriel24/10/2021

ola satto...... faz um artigo sobre ajuste do dolar e do indice grato se poder atender esse pedido ........ tmj